segunda-feira, 9 de junho de 2014

OFICINA ATOR CONTEMPORÂNEO (FIAC)


A Oficina de Teatro e Dança contemporânea oferecida nos dias 19 e 20 de setembro de 2013 na Sala Principal do Teatro SESC Pelourinho pela programação do Festival Internacional de Artes Cênicas (FIAC) foi desenvolvida pelo ator, diretor e atualmente estudante de Licenciatura Guido Campos (GO).
Neste relato não descrevo a experiência de criar histórias e personagens a partir de diversas materialidades. Durante os dois dias de oficina, tínhamos no circulo do palco, bonecos de pano do interior do estado, chocalhos em tamanhos distintos, máscaras diversas, peteca, nariz de palhaço e mais alguns elementos que neste momento não me recordo. Por vezes fomos convidados a apreciar aqueles objetos com atenção, atenção aliás que nem sempre foi dada por nós. Saímos para além das paredes do Teatro, e sem uma só palavra veio o convite para observar o espaço externo, o que nos chamava mais a atenção, quando na verdade somos bombardeados de informações o tempo todo.
As impressões da rua formaram gestos marcados, contados e cronometrados, estes por sua vez aos poucos se tornaram gestos cotidianos, tão cotidianos que acredito ser capaz de repeti-los com tranquilidade, mesmo após tanto tempo sem realizá-los.
Os objetos eram um convite para o brincar, mas não tivemos muito contato com eles inicialmente, a ideia era pegar um objeto e contar uma história a partir dele. O grupo demonstrava total integração e surgiu uma única história que conseguia se unir interinamente a seguinte e assim consecutivamente. Ganhamos um enredo a partir daqueles objetos, que colados aos movimentos cotidianos construíram o que podemos chamar de mostras, mini mostras, performances, enfim... nem sei qual seria a denominação correta.
A experiência enriqueceu meu ponto de vista em relação a maneira que a materialidade é oferecida, e de que maneira ela ultrapassa o simples estímulo para criação, construção cênica, como cenário e acessórios. Um trabalho rico em observações e reciclagens, em contextualização. 


por Joseane Santana