sexta-feira, 1 de abril de 2016

Postado por Nilson Rocha.

“Num certo sentido, poder-se-ia dizer que todo o caráter é cômico desde o momento que entendamos por caráter aquilo que há de feito na nossa pessoa, aquilo que em nós existe em estado de mecanismo que uma vez montado é capaz de funcionar automaticamente. Se quisermos: aquilo em que nos repetimos e, por consequência, aquilo em que os outros poderão repetir-nos. A personagem cômica é um tipo. Inversamente, a parecença com um tipo tem qualquer coisa de cômico.” (BERGSON. ‘O Riso – Ensaio sobre o significado do cômico’. pg. 106).

quinta-feira, 24 de março de 2016

Postado por Nilson Rocha.

“Todos esses objetos são muito diferentes, mas todos eles nos sugerem, poder-se-ia dizer, a mesma visão abstrata: a dum efeito que se propaga, aumentando-se a si próprio, de maneira que a causa, insignificante na origem, vem a redundar, por um progresso, necessário, num resultado tão importante como imprevisto.” (BERGSON. O riso - ensaio sobre o significado do cômico. pg. 65).

“(...) o mecanismo que acabamos de descrever já é cômico quando é retilíneo, mas é ainda mais quando se torna circular e quando os esforços da personagem, por uma engrenagem fatal de causas e de efeitos, têm como resultado final trazê-la pura e simplesmente ao mesmo sítio.” (BERGSON. O riso - ensaio sobre o significado do cômico. pg. 65).


Postado por Nilson Rocha.

“O nosso riso é sempre o riso dum grupo. Certamente que já vos aconteceu, num comboio ou numa mesa de hotel, ouvir viajantes que contam histórias que para eles devem ser cômicas, visto que se riem com vontade. Também, como eles, vós riríeis delas se fosseis da mesma sociedade, mas como não sois não tendes vontade nenhuma de rir (...) Por mais espontâneo que suponhamos o riso pressupõe entendimento prévio, direi mesmo, cumplicidade com outros que riem, reais ou imaginários.” (BERGSON. O riso - ensaio sobre o significado do cômico. pg. 20).


terça-feira, 8 de março de 2016

Oficina "Pré-expressividade, Autobiografia e Materialidades" acontece em março na Escola de Teatro da UFBA. Participe !


 Por Fabrícia Dias
Licencianda em Teatro UFBA

O CELULA convida a todos para participarem da oficina Pré-expressividade, Autobiografia e Materialidades é uma ação de extensão universitária coordenada pela professora Dra. Célida Salume Mendonça (PPGAC/UFBA) e ministrada por Fabrícia Dias, atriz e licencianda em Teatro da UFBA, com caráter formativo de 30h. O projeto dialoga com a pesquisa do CELULA- Centro Lúdico Laboratorial de Processos Criativos (PIBIC/UFBA) e efetiva-se na experiência de estágio em Pedagogia do Teatro III, do Curso de Licenciatura em Teatro.

Com o objetivo de investigar o potencial poético e pedagógico do ato criador, a oficina busca promover através de atividades práticas a investigação e experimentação de um percurso criativo embasado nos princípios da pré-expressividade, das narrativas de si e do uso de materialidades postas como elementos motivadores do processo criativo, destacando a experiência pedagógica como uma proposta que poderá ser adotada pelos participantes, a saber, atores, bailarinos, licenciandos e artistas-educadores, em outros contextos de ensino-aprendizagem.  

A oficina acontecerá na Escola de Teatro da UFBA, as segundas-feiras, de 21 de março a 23 de maio, das 14h às 17h e terá em sua finalização uma mostra final dos trabalhos e certificação aos participantes.

Inscrições de 08 a 18 de março pelo e-mail  pibiccelula@gmail.com .

Serviço:
Quando: 21 de março a 23 de maio, segundas-feiras, das 14 às 17h
Local: Escola de Teatro da UFBA (sala 105)
Público-alvo: atores, bailarinos, licenciandos de cursos de artes e artistas-educadores. 
Carga horária: 30h com entrega de certificados.
Vagas: 20