“Num certo sentido, poder-se-ia dizer que todo o caráter é cômico desde o momento que entendamos por caráter aquilo que há de feito na nossa pessoa, aquilo que em nós existe em estado de mecanismo que uma vez montado é capaz de funcionar automaticamente. Se quisermos: aquilo em que nos repetimos e, por consequência, aquilo em que os outros poderão repetir-nos. A personagem cômica é um tipo. Inversamente, a parecença com um tipo tem qualquer coisa de cômico.” (BERGSON. ‘O Riso – Ensaio sobre o significado do cômico’. pg. 106).
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