domingo, 27 de outubro de 2013

Imagens - Ato performativo: Entre Nós - SEMEP/UFBA - 24/10/2013









Diário de Apresentação - Ato Performativo: Entre Nós

As reações são as mais diversas do que imaginava ser as ações despretensiosas de nossas falas não mostra a surpresa das repostas do público. Chegamos a alma deles e encontramos a nós mesmos. Mas,e a critica social em um processo que não é político? Não propõe mudança  nenhuma a realidade social? Assim me perguntaram a cerca do processo de memórias e materialidades.

Tomando o ser humano dotado de emoção-mente-vontade ,assim como o ser pensante consciente e o ser que vive em uma dimensão onde reside as memórias e este mesmo que se identifica com as coisas da vida de forma inconsciente,que não nos chega a consciência ,estas informações chegam a este “homem oculto” e lá dentro está formando a sua/nossa identidade.É neste perceber o homem integral que vejo a possibilidade de uma postura que nasce a partir do conhecimento de si mesmo,acessando estas memórias, estas imagens que se transforma em pensamento e palavras, e  que nos chegam partindo também de questionamentos pessoais que nos levem a respostas e destas criam-se as verdades que  ditam os nossos comportamentos de como nos relacionamos com o outros e com as coisas que nos cercam.

Na apresentação no SEMEX/PIBIC/UFBA 2013 

Nossa performance, sempre trazendo surpresas que enriquecem ,estas que vem do público diverso.É do público que vem as maiores respostas,encontramos respostas nos personagens quando queremos entender mais dele e buscar coisa nossa para enriquecê-lo.Mas nos encontramos com o público em identidades de quereres,sonhos ,problemas a serem resolvidos e que se sintetizam em única palavra buscada,quando indagamos”O que nós temos em comum?”

           E seguir “O que nos temos em comum?, Encontramos respostas que são passadas ditas a outros ,como que criasse um elo,um átomo,um em vários.Dentro das respostas que tinham dado a ela estava o nada,o vazio e quando lhe ofereci sonhos e alegria,que foram respostas de um outro,ela logo quis trocar,queria sonhos ao invés de vazio.

         Oferecemos sempre as respostas ofertando com uma “Xícara de chá”,que neste dia foi copinhos plásticos com suco ,ela tinha recebido um”Suco nada,suco vazio” e eu a oferecia um “suco sonho,suco alegria”,ela pediu para trocar,disse que não queria receber “vazio,ou nada”.Penso que, neste olhar os desejos e descobrir o porque que nada ou vazio a incomoda, vem um monte de respostas nela,associações que tornam o nada /vazio incomodo, alguma situação real que a incomodou num vazio que não sei qual é,a incerteza do nada após o fim de uma graduação,mas aqui já são leituras minhas sobre o que ela disse,aqui me sucede questionar a minha realidade acerca deste vazio,o que pode ser,então percebo que não os quero também ,e nesta resposta do outro me encontro,como uma resposta que me fez olhar e questionar a realidade da Escola de teatro,da política social e meu presente/futuro como educador e artista.

Logo as questões políticas e sociais estão em tudo,nas relações,nas respostas que as pessoas nos dão,que é sua subjetividade interagindo com a realidade,subjetividade esta formada das relações sociais e políticas e que nos guiam ações para mudar as nossas vidas ,a nossa realidade.

É nas memórias também que nos encontramos na ralação com os nossos desejos e como eles nos faz relacionar  e nos despertam reação e,estas que nascem da interação com as nossas realidades a  partirmos para ações,que modifiquem algo para podermos realizar o queremos,ou para dá continuidade a algo que já está legal.


por Alex Nascimento

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Apresentação Seminário SEMEP 2013

 No dia 22 de outubro, a pesquisadora do grupo CELULA, Érica Lopes, realizou uma breve apresentação sobre a utilização de materialidades nos processos criativos em teatro como parte integrante da programação do SEMEP 2013. 
A apresentação enfocou o conceito de materialidades, as justificativas para sua utilização, e expôs alguns exemplos de processos criativos com a utilização do método.

sábado, 19 de outubro de 2013

Corpo-instalação-experimento: Gestar

                                                                           
                                                                                  gestar-se



reconhecer-se
"O que é que nós temos em comum?"


aprender. sentir.


processo. criação.




crianças.
"O que é que nós temos em comum?"


tempo.


cores de um tempo.


ver. sentir. experienciar.


* As fotos acima foram tiradas durante reunião do Grupo CELULA, no dia 18/10/13, na Escola de teatro da UFBA. Na ocasião, dispondo de projeções para ensaio do Ato Performativo Entre Nós e de uma integrante grávida (Érica Lopes) o grupo de pesquisadores resolveu realizar experimentos utilizando a barriga/ninho como possibilidade. Eis o resultado parcial - início(?) de mais um processo criativo partindo de materialidades (projeção + corpo/barriga).

por Érica Lopes


sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Processo Criativo - Adaptação do Ato Performativo "Entre Nós"


Estamos adaptando o "Entre Nós: Ato Performativo" para uma nova apresentação. Algumas coisas mudaram: artistas, projeção, materiais entraram, outros saíram... Assim é o processo inerente à criação.
Na tarde do dia 23/10, como parte da programação do SEMEP-UFBA, um "novo" Ato será apresentado.

“Cada versão contém, potencialmente, um objeto acabado e o objeto considerado final representa, de forma potencial, também, apenas um dos momentos do processo.” 
(SALLES, 2006, p.26, l.28)


  

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Oficina Ator Contemporâneo (FIAC)

por Joseane Santana

A Oficina de Teatro e Dança contemporânea oferecida nos dias 19 e 20 de setembro de 2013 na Sala Principal do Teatro SESC Pelourinho pela programação do Festival Internacional de Artes Cênicas (FIAC). A oficina foi desenvolvida pelo ator, diretor e atualmente estudante de Licenciatura Guido Campos (GO).
Neste relato não descreverei a oficina, apenas a experiência de criar histórias e personagens a partir de materialidades. Durante os dois dias de oficinas, tínhamos no circulo do palco, bonecos de pano do interior do estado, chocalhos em dois tamanhos, máscaras diversas, peteca, nariz de palhaço e mais alguns elementos que neste momento não me recordo. Por vezes fomos convidados a apreciar aqueles objetos com atenção, atenção alias que nem sempre foi dada como devida por nós. Saímos para além das paredes do Teatro, e sem uma só palavra veio o convite para observar o externo, o que nos chamava mais a atenção, quando na verdade somos bombardeados de informações o tempo todo.
As impressões da rua formaram gestos marcados, contados e cronometrados, estes por sua vez aos poucos se tornaram gestos cotidianos, tão cotidianos que acredito que sou capaz de repeti-los com tranquilidade, mesmo após tanto tempo sem fazê-los.
Os objetos eram um convite para o brincar, mas não tivemos muito contato com eles inicialmente, a ideia era pegar um objeto e contar uma história. O grupo demonstrava total integração e surgiu uma única história que conseguia se unir interinamente a seguinte e assim consecutivamente. Ganhamos um enredo a partir daqueles objetos, que colados aos movimentos cotidianos construiram o que podemos chamar de mostras, mini mostras, performances, enfim... nem sei qual seria a denominação correta.
A experiência enriqueceu meu ponto de vista em relação a maneira que a materialidade é oferecida, e de que maneira ela torna-se além de estímulo para criação, construção cênica, como cenário e acessórios. Um trabalho rico em observações e reciclagens, em contextualização.