domingo, 27 de outubro de 2013

Diário de Apresentação - Ato Performativo: Entre Nós

As reações são as mais diversas do que imaginava ser as ações despretensiosas de nossas falas não mostra a surpresa das repostas do público. Chegamos a alma deles e encontramos a nós mesmos. Mas,e a critica social em um processo que não é político? Não propõe mudança  nenhuma a realidade social? Assim me perguntaram a cerca do processo de memórias e materialidades.

Tomando o ser humano dotado de emoção-mente-vontade ,assim como o ser pensante consciente e o ser que vive em uma dimensão onde reside as memórias e este mesmo que se identifica com as coisas da vida de forma inconsciente,que não nos chega a consciência ,estas informações chegam a este “homem oculto” e lá dentro está formando a sua/nossa identidade.É neste perceber o homem integral que vejo a possibilidade de uma postura que nasce a partir do conhecimento de si mesmo,acessando estas memórias, estas imagens que se transforma em pensamento e palavras, e  que nos chegam partindo também de questionamentos pessoais que nos levem a respostas e destas criam-se as verdades que  ditam os nossos comportamentos de como nos relacionamos com o outros e com as coisas que nos cercam.

Na apresentação no SEMEX/PIBIC/UFBA 2013 

Nossa performance, sempre trazendo surpresas que enriquecem ,estas que vem do público diverso.É do público que vem as maiores respostas,encontramos respostas nos personagens quando queremos entender mais dele e buscar coisa nossa para enriquecê-lo.Mas nos encontramos com o público em identidades de quereres,sonhos ,problemas a serem resolvidos e que se sintetizam em única palavra buscada,quando indagamos”O que nós temos em comum?”

           E seguir “O que nos temos em comum?, Encontramos respostas que são passadas ditas a outros ,como que criasse um elo,um átomo,um em vários.Dentro das respostas que tinham dado a ela estava o nada,o vazio e quando lhe ofereci sonhos e alegria,que foram respostas de um outro,ela logo quis trocar,queria sonhos ao invés de vazio.

         Oferecemos sempre as respostas ofertando com uma “Xícara de chá”,que neste dia foi copinhos plásticos com suco ,ela tinha recebido um”Suco nada,suco vazio” e eu a oferecia um “suco sonho,suco alegria”,ela pediu para trocar,disse que não queria receber “vazio,ou nada”.Penso que, neste olhar os desejos e descobrir o porque que nada ou vazio a incomoda, vem um monte de respostas nela,associações que tornam o nada /vazio incomodo, alguma situação real que a incomodou num vazio que não sei qual é,a incerteza do nada após o fim de uma graduação,mas aqui já são leituras minhas sobre o que ela disse,aqui me sucede questionar a minha realidade acerca deste vazio,o que pode ser,então percebo que não os quero também ,e nesta resposta do outro me encontro,como uma resposta que me fez olhar e questionar a realidade da Escola de teatro,da política social e meu presente/futuro como educador e artista.

Logo as questões políticas e sociais estão em tudo,nas relações,nas respostas que as pessoas nos dão,que é sua subjetividade interagindo com a realidade,subjetividade esta formada das relações sociais e políticas e que nos guiam ações para mudar as nossas vidas ,a nossa realidade.

É nas memórias também que nos encontramos na ralação com os nossos desejos e como eles nos faz relacionar  e nos despertam reação e,estas que nascem da interação com as nossas realidades a  partirmos para ações,que modifiquem algo para podermos realizar o queremos,ou para dá continuidade a algo que já está legal.


por Alex Nascimento

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