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Signos, materiais, cores, energia, força nas ações, sonoridades,
estética, movimento, história, memória, riqueza, poder […], São
algumas das palavras que traduzem
a recepção do espetáculo que tive no dia 13 de setembro de
2014, a oportunidade de assistir “A Comida de Nzinga” no palco do
Teatro SESC – Pelourinho.
O
espetáculo “A comida de Nzinga” narra a vida de uma das maiores
rainhas negras da história, a rainha Nzinga de Matamba, do séc XVI.
Com texto de Aninha Franco e Marcos Dias, e direção de Rita
Assemany. (trecho retirado da página virtual do espetáculo).
Num
imaginário cheio de cores e força, o espetáculo
traz uma estética onde tudo em cena constitui uma atmosfera sonora,
desde abanadores, canuites, sapatos e o próprio corpo dos atores. Os
objetos em cena simbolizam o povo, a hierárquia e a força de
mulheres que se esgotam para parir novos guerreiros. Gamelas são
barrigas, tecidos são bebês, ou simbolizam transição de tempo,
bastões são armas/instrumentos, berimbais trazem a disputa da
capoeira sem a luta corporal.
Os
homens brincam com o milho na peneira, e enquanto combiçam
verbalmente a beleza e a força de Nzinga, os grãos são passados de
peneira a peneira produzindo sons que nos instigam a imaginação.
A
beleza do espetáculo está nas roupas, nas construções textuais
bem costuradas com o contexto histórico e com a teatralidade das
ações. A materialidade é a constituinte de todo o espetáculo, de
novas ações, produto que pede lapidação e que indica criação.
Um
espetáculo em que sons e falas
misturam-se, e os corpos unem-se prol a beleza de contar e de expor
uma memória histórica de maneira prosaica
e lúdica.
Por:
Joseane Santana

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