LEI 1: Tem possibilidade de se tornar cômica toda a deformidade que uma
pessoa normal pode imitar. (BERGSON, ‘O Riso – Ensaio sobre o significado do cômico’, pg. 29).
“Portanto, uma expressão facial
risível será a que nos dá a impressão de qualquer coisa parecida com a
condensação, a cristalização da mobilidade normal da fisionomia. Um tique
consolidado, uma careta que se torna permanente, eis o que nós vemos (...) a expressão
cômica do rosto é aquela que não promete mais do que aquilo que patenteia. É
uma máscara única e definitiva. Dir-se-ia que toda a vida moral do indivíduo
cristalizou naquele sistema. E é por isso que uma cara é tanto mais cômica
quanto melhor nos sugere a ideia de qualquer ação simples, mecânica, em que a
personalidade ficasse para sempre condensada.” (BERGSON, ‘O Riso – Ensaio sobre o significado do cômico’, pg. 30).
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